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Antroposofia e a teoria dos setênios: utilizando esse conhecimento o professor antroposófico pode ajudar os alunos a superar as dificuldades inerentes a cada fase, estimulando na criança o que ela tem de melhor.
A educação e a escola estão sempre em pauta na sociedade, em diferentes contextos históricos. As teorias da Educação, buscando aprimorar a experiência da prática pedagógica e responder aos anseios da sociedade no período em que surgiam, ou ainda, antecipando o futuro e investindo na evolução do homem, sempre contribuíram para a construção da história da humanidade. Muitas dessas teorias são referências e alicerces para os projetos pedagógicos adotados pelas escolas de hoje (parcial ou integralmente). Uma dessas teorias nasceu dentro de uma Ciência conhecida como Antroposofia. Você já ouviu falar da Antroposofia?
Elaborada no início deste século pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), a Antroposofia é um método de conhecimento que aborda o ser humano em seus níveis físico, vital, anímico e espiritual. Trata-se de uma Ciência que se interessa pelos processos físicos abordados pelas ciências naturais e também por todos aqueles processos que não podem ser materialmente mensuráveis. Esta abrangente e organizada compreensão do ser humano e de sua relação com o Cosmos trouxe um substancial enriquecimento a todos os campos práticos da sociedade, contribuindo, com suas descobertas, para uma vida humana mais íntegra.
A pedagogia desenvolvida por Steiner é holística e cultiva o querer (agir) através da atividade corpórea dos alunos; o sentir é incentivado por meio de abordagens artísticas específicas para cada idade; o pensar vai sendo cultivado paulatinamente desde a imaginação dos contos, lendas e mitos no início da escolaridade, até o pensar abstrato rigorosamente científico no ensino médio.
Na pedagogia antroposófica tão importante quanto o conteúdo das aulas é compreender o processo de aprendizagem de cada fase da criança. A partir da observação dos ritmos da natureza, da qual nós humanos fazemos parte, foi elaborada a teoria dos setênios; características específicas que duram um período de sete anos.
Utilizando esse conhecimento o professor antroposófico pode ajudar os alunos a superar as dificuldades inerentes a cada fase, estimulando na criança o que ela tem de melhor.
Trata-se de uma pedagogia que respeita o ser humano e suas fases, o foco principal consiste em desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direção às suas vidas.
Para entender melhor:
Primeiro setênio (até os 7 anos)
A criança desenvolve o andar, o falar e o pensar. Nesta fase ocorrem passos que serão necessários para o desenvolvimento posterior. Tudo o que a criança aprende é por meio da imitação. A criança necessita de alimentação e sono adequados e ritmo. Além de calor, confiança e amor. A queda dos dentes de leite indica que a criança já está apta para a alfabetização, podendo utilizar suas forças para o pensar imaginativo e para a memória.
Segundo setênio (dos 7 aos 14 anos)
Base para o amadurecimento psicológico, é uma fase de interiorização e também de troca com o ambiente (social), mas a criança necessita de um adulto (autoridade amada) para fazer essa ligação com o ambiente. Na criança desta fase (primeiros anos do segundo setênio) o pensamento nasce com maior influência do coração do que da mente, é um sentimento que pensa. A grande força para aprender, nesse momento, é a capacidade de vivenciar intensamente imagens interiores, por isto, é muito importante o estimulo da fantasia e da criatividade, fazendo um contraponto aos conteúdos conceituais, pois as imagens falam ao mundo dos sentimentos e é por meio delas que a criança se liga aos conteúdos apresentados.
Oficinas de Arte Antroposófica na Escola Beija-Flor
A Escola Beija-Flor, preocupada com o desenvolvimento integral de seus alunos, valoriza de maneira equilibrada as várias formas de conhecimento. As oficinas de Arte Antroposófica respeitam as fases do desenvolvimento infantil e se propõem a estimular a capacidade criativa e imaginativa da criança, harmonizando suas emoções e contribuindo de forma efetiva na aquisição dos conteúdos de aprendizagem.
Os diversos materiais, como por exemplo a aquarela, a argila, madeira, pedra, tecidos, sementes e lã de carneiro são utilizados com objetivos e propostas diferentes, dependendo do setênio do aluno.
Objetivos da Oficina para o 1º setênio (0 – 7 anos):
- educar a sensibilidade
- estimular a fantasia criadora através da utilização de imagens de caráter universal
- desenvolver a capacidade de observação e de expressão, aprendendo a entender o mundo de uma maneira artística
- trabalhar as polaridades e contrastes contribuindo na aquisição de recursos internos para se colocar no mundo de forma mais harmoniosa
- facilitar a aprendizagem, despertando interesse e admiração
Objetivos da Oficina para o 2º setênio (7 – 14 anos):
- estimular os sentidos
- proporcionar a sensibilização pelas cores
- dar oportunidade para o aluno expressar emoções
- facilitar o conhecimento e o domínio do espaço e da realidade tridimensional
- Exercitar a motricidade, a geografia corporal, a coordenação viso-motora, através do movimento e de atividades lúdicas, preparando a criança para a aquisição da leitura, escrita e matemática.
Sabemos que selecionar os alimentos oferecidos às crianças é importante para o bom desenvolvimento infantil, mas como deve ser o lanche, o que colocar na lancheira?
Para responder estas perguntas, e muitas outras, separamos uma matéria da jornalista Paula Hernandes que apresenta informações pertinentes ao tema dadas pela nutricionista Martha Amódio.
A função do lanche
O lanche escolar é uma refeição intermediária que tem como função manter os níveis glicêmicos da criança estáveis para que ela chegue ao almoço ou jantar, mantendo a concentração e a vitalidade e para que isso aconteça o lanche escolar deve ser rico em carboidratos, preferencialmente não refinados, e pobre em proteína e gordura, justamente para manter a estabilidade dos índices glicêmicos. “Quando ingerimos carboidratos refinados, eles entram rapidamente na corrente sanguínea como energia”, explica Martha Amódio, que tem experiência em consultorias nutricionais em escolas.
“Na prática, o que se vê nas lancheiras são muitos produtos industrializados e é dificílimo encontrar um bolo caseiro ou um suco feito em casa. Vejo os bolos prontos, os sucos e achocolatados de caixinha. Esses produtos têm alta concentração de gordura, açúcar, sal, corantes e conservantes”, diz. O problema maior, segundo ela é que as crianças acabam expostas a esses itens todos os dias e, por isso, muitas delas sofrem com alergias. Mas como deve ser feito o lanche, levando em conta a praticidade e a correria que os pais têm atualmente? Segundo a nutricionista é possível combinar praticidade a uma alimentação mais saudável, basta fazer substituições inteligentes.
Substituições inteligentes
Mudar os hábitos alimentares não é tarefa fácil, nem rápida. Os novos alimentos devem ser oferecidos aos poucos e em diversas formas para que a criança se acostume com uma coisa de cada vez. Não adianta propor mudanças radicais, mas é preciso variar as opções. Preferir o pão integral no lugar do pão branco, a bolacha integral e sem recheio em vez das recheadas; trocar o bolo industrializado pelo feito em casa, sem recheio, nem cobertura, além de incluir mais frutas no cardápio da criança e substituir o suco de caixinha pelo suco natural.“Se a mãe não tem como fazer suco natural todos os dias, deve se programar para que, pelo menos uma vez na semana, a criança leve o suco natural. Nos outros dias, ela leva o de caixinha”, recomenda Martha.
Outra dica é selecionar os sucos que não tenham açúcar, corantes e conservantes. Há hoje no mercado algumas marcas que não contêm esses aditivos e eles ficam dispostos nas geladeiras dos suprmercados. “Os sucos industrializados contêm muito açúcar. São duas colheres de sopa em 200 ml, o que equivale a 20 g. Nem em uma limonada eu consigo colocar duas colheres de sopa de açúcar em 200 ml”, diz. “O mesmo acontece com o achocolatado, que se a mãe fizer em casa, pode colocar muito menos chocolate”.
Água
Dependendo do lanche, a criança nem precisa levar suco. No lugar ela pode e deve levar âgua. "Jâ ouvi em escolas particulares que levar água na lancheira é coisa de pobre. Muito pelo contrário. É importantíssimo que elas levem água, e os pais Podem substituir o suco por uma fruta, o que é até melhor", recomenda. Por sua vez, as escolas, devem estimular o consumo de água pelas crianças.
O desafio de montar as lancheiras
Parece simples, mas não é. Ao longo do ano letivo são cerca de duzentas lancheiras a serem montadas. Tudo isso considerando variedade, praticidade e hábitos saudáveis. Para evitar a repetição de lanches, as compras precisam ser bem planejadas e deve-se comprar um pouco de cada item. "Se o pai for mandar fruta, é interessante mandar uma diferente por dia, porque cada fruta oferece vitaminas e minerais diferentes. Caso ele decida comprar melancia, deve optar por comprar metade ou um quarto da fruta. Assim, em um dia ele pode mandar a fruta picada e sem caroço, e em outro manda melão e mamão, a fruta deve estar picada e sem sementes, até porque criança não vai ter tempo de tirá-las e corre-se o risco de elas não comerem o que foi mandado. Outra coisa importante é saber do que a criança gosta se ela vai conseguir comer o que foi mandado. A dica e incluir a criança no processo de montagem da lancheira. "Muitas vezes, a babá ou a empregada monta a lancheira da criança e nem os pais sabem o que ela levou para a escola. Chega na hora do intervalo criança abre a lancheira e diz nossa, "mas eu detesto isso". Por isso é importante conversar com a criança, mostrar as frutas frescas e estimulá-la. A mãe pode chegar e dizer "Olha, eu cheguei da feira e comprei melancia, tá fresquinha, vamos colocar no lanche de hoje?" Quando a criança participa da montagem da lancheira a aceitabilidade dela é maior.
Dicas de alimentos, conservação e limpeza dos utensílios
Uma vez que se propõe um lanche mais saudável as crianças, é preciso alguns cuidados de conservação dos alimentos na lancheira e a higiene correta dos potes e garrafinhas com escovas de vários tamanhos (como as de limpar mamadeiras) e detergente neutro para não deixar resíduos. E preciso se certificar que todos os cantinhos dos potes estejam limpos para evitar riscos de contaminação. Martha sugere como opção de lanche, além das frutas, ovinhos de codorna, minicenouras, pepino em palito, tomate-cereja ou tomate-suite. Para conservá-los até a hora do consumo, é importante deixar os alimentos na geladeira até a montagem da lancheira e usar bolsinhas de gelo em gel na lancheira, que além de conservar a temperatura, podem ser lavadas e reutilizadas no outro dia. O mesmo vale para o achocolatado feito em casa. As bolsinhas de gelo mantém a temperatura e os pais podem usar copinhos com revestimento em gel que ficam no congelador. Na hora do preparo é só colocar o achocolatado no copo que o gel vai manter a temperatura adequada ate a hora do consumo. "No calor, uma dica que eu costumo passar é congelar o suco natural e colocá-lo na lancheira, pois o gelo da garrafinha conserva os demais alimentos e ate a hora do intervalo já está bom para ser tomado", diz. Caso a criança tenha muitos problemas de garganta, vale usar o copinho com revestimento de gel, como no caso do leite.
Como complemento a alguma fruta, outra dica de lanche são as castanhas, que são ricas em gorduras insaturadas, boas para o organismo e ajudam a manter os índices glicêmicos estáveis. Neste caso, a porção é de duas colheres de sopa. "Os pais tambémpodem oferecer castanha de caju, que é a mais conhecida, e depois oferecer outros tipos, como a castanha do pará. Se a criança gostar, pode misturar vários tipos", diz. Na mesma linha das castanhas, outra opção são as frutas secas. A porção é mais ou menos igual, pelo fato de as frutas secas serem mais concentradas em frutose.
A relação da família com os alimentos
A correria dos dias atuais, muitas vezes faz com que as pessoas optem pelo prático e não necessariamente saudável. Para que as substituições inteligentes aconteçam de fato, a nutricionista deixa um recado. "Mudança de hábito não é do dia para noite. Essas trocas devem acontecer aos poucos.Veja do que a criança gosta, separe um tempo e elabore um "cardápio" da lancheira. E uma ótima oportunidade de os pais ficarem um momento com seus filhos, principalmente nos dias de hoje, em que tudo é muito corrido e eles mal tem tempo de ficar com as crianças. Coloque o cardápio na geladeira e forme um vínculo com a criança. O processo é lento, mas os benefícios são enormes".
Os pais zelosos costumam fazer grandes esforços pela educação de seus filhos. Têm razão. Há poucas áreas da vida de uma pessoa que não são direta e positivamente influenciadas pela sua educação. Estudo aumenta a renda, reduz a criminalidade e a desigualdade de renda, tem impactos positivos sobre a saúde e diminui até o risco de vitimização pela violência urbana. Muitos pais, porém, concentram seus esforços no lugar errado: procuram escolas caras, com instalações vistosas e tecnologicamente avançadas, e entopem seus filhos de atividades extracurriculares. A pesquisa empírica, ainda que esteja longe de poder prescrever um mapa completo de tudo aquilo que os pais podem fazer para que seus filhos cheguem a Harvard, já identifica uma série de fatores importantes (e outros irrelevantes) para o sucesso acadêmico das crianças.
As boas escolas ensinam, mas só quem pode educar para a vida são os pais.
Comecemos pelo início. Ou, aliás, antes dele: na escolha do(a) parceiro(a). As pesquisas revelam que o fator mais importante para o aprendizado das crianças é o nível educacional de seus pais. A escolarização dos pais é mais importante do que a escolarização dos professores (três vezes mais, para ser exato) e do que qualquer outra variável ligada à educação - inclusive a renda dos pais (um aumento de um ano da escolaridade dos pais tem impacto nove vezes maior sobre a escolaridade dos filhos do que um aumento de 10% da renda). Não é que a renda dos pais não seja importante: ela é, sim, em todo o mundo. Mas a escolaridade é mais. Muito do que atribuímos ao nível de renda dos pais é, na verdade, determinado por seu nível educacional, pois pessoas mais instruídas acabam ganhando mais dinheiro.
Nascido o filho, uma boa notícia: não há, que eu saiba, comprovação de que os métodos de aceleração de desenvolvimento cognitivo para bebês, sejam eles quais forem, tenham qualquer impacto. Alguns, como a linha de produtos Baby Einstein, por exemplo, foram recentemente identificados como tendo inclusive uma relação negativa com o desenvolvimento vocabular. As pesquisas também vêm demonstrando que não há correlação do QI de uma criança em idade pré-escolar com seu desempenho futuro (a relação começa a aparecer lá pelos 8 ou 9 anos), de forma que não há razão para desespero se o seu filho não estiver fazendo cálculo infinitesimal antes de abandonar as fraldas.
Não há, igualmente, impactos positivos para os bebês que frequentam creches. Há, sim, impactos significativos e bastante relevantes para as crianças que frequentam a pré-escola. Falaremos mais sobre ela no próximo mês, mas quem puder colocar o filho na pré-escola estará dando um importante empurrão ao desenvolvimento do filho, que perdura a vida toda.
Finda a pré-escola, os pais que têm a sorte de poder colocar seus filhos em escolas particulares deparam com a decisão que parece ser a definitiva: em que escola matricular o rebento? A boa notícia é que essa decisão é bem menos importante do que parece. A má é que o trabalho dos pais não termina depois da decisão de onde colocar o filho. Pelo contrário: a pesquisa mostra que aquilo que acontece dentro de casa é mais importante do que a escolha da escola. Um estudo recente, por exemplo, decompôs a diferença de performance entre escolas públicas e particulares no Saeb, teste educacional do MEC, e encontrou o seguinte: nos resultados brutos, a escola particular tem desempenho 50% acima da pública. Porém, quando inserimos na equação o nível de renda dos pais dos alunos, essa diferença cai para 16%. Dois terços da diferença entre escolas públicas e privadas se devem, portanto, não a fatores da escola, mas do alunado. (Esse estudo e todos os outros mencionados neste artigo estão disponíveis em twitter.com/gustavoioschpe.)
Isso não quer dizer que a escola não importa, obviamente. Ela importa, e muito. Mas as diferenças mais importantes são entre sistemas escolares de países ou regiões diferentes. Dentro do mesmo sistema, em termos de aprendizagem, as diferenças são menos importantes do que a maioria imagina. Para os pais preocupados em escolher a melhor escola possível para o sucesso acadêmico do seu filho, o Enem é um bom sinalizador. Não é uma ferramenta definitiva, já que a participação no exame é opcional, produzindo uma amostra não aleatória, mas é um bom começo. Para escolas com resultados parecidos no Enem, usaria, como critério de "desempate", as práticas consagradas de sala de aula e os critérios de formação de professores e gestores.
O mais importante que os pais podem fazer, porém, está dentro de casa, diuturnamente. O acesso e o apreço a bens culturais, especialmente livros, são fundamentais. A quantidade de livros que o aluno tem em casa é apontada, em diversos estudos, como uma das mais importantes variáveis explicativas para seu desempenho. É claro que não basta ter livros: é preciso lê-los, e viver em um ambiente em que o conhecimento é valorizado. Alunos que leem mais têm desempenho melhor, importando pouco o que leem: a correlação é observada para livros, jornais e revistas. Alunos que tiveram pais que leram para eles na tenra infância têm melhor desempenho. Pais envolvidos com a vida escolar dos filhos e que os incentivam a fazer o dever de casa têm impacto positivo (curiosamente, o envolvimento dos pais no ambiente escolar tem se mostrado irrelevante). Porém, pais que fazem o dever de casa com (ou pelo) seu filho provocam piora no desempenho acadêmico, por melhores que sejam as intenções.
Morar perto da escola ajuda. Em uma resenha de oito estudos sobre o tema, os oito indicaram relação negativa entre distância casa-escola e aprendizado dos alunos. Talvez essa relação influencie outro detrator do aprendizado: o absenteísmo. Aluno que falta à aula é, em geral, aluno que aprende menos. Outro fator negativo é o trabalho: alunos que trabalham além de estudar aprendem menos. Infelizmente não conheço estudos sobre o impacto do trabalho nos alunos universitários, mas aposto que parte da enorme diferença de qualidade entre as universidades brasileiras e as americanas se deve ao ambiente de dedicação exclusiva que estas conseguem impor aos seus alunos.
Ter computador em casa também tem resultados mensuráveis sobre o aprendizado. Quem pode comprar um que o faça.
Finalmente, falemos sobre aspectos psicológicos. Um dos grandes esforços dos pais modernos é aumentar a autoestima de seus filhos. Na educação, seu impacto é incerto: de catorze estudos analisando o assunto, só em metade se viu relação positiva entre autoestima e aprendizado. Em outro estudo, descobriu-se que o impacto do desempenho acadêmico é três vezes mais importante que a autoestima do jovem do ensino médio para a determinação do seu salário quando adulto.
Os fatores que têm impacto sobre o aprendizado são outros: gostar de estudar, ter maior motivação, aspirações de futuro mais ambiciosas, persistência e consistência são todas variáveis que estão correlacionadas a melhores notas. Os pais não podem incutir em seus filhos todas essas virtudes (e a interessante discussão sobre quanto controle os pais têm sobre o destino de seus filhos é tema para artigo futuro), mas há muito que podem fazer para criar ambientes domésticos mais propícios ao surgimento ou fortalecimento dessas características.
Por fim, duas ressalvas. Ser bom aluno não significa ser feliz ou bom cidadão ou quaisquer outras virtudes que são tão ou mais desejadas pelos pais que o sucesso acadêmico dos filhos. Elas simplesmente não estão mencionadas aqui porque não constituem minha área de estudo. Segundo, talvez falte nessa lista - por ser simplesmente imensurável - aquilo que de mais importante um pai pode dar a seu filho: amor.
Gustavo Ioschpe é economista.
Fonte: Site Educar para Crescer - para acessar clique aqui
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